domingo, 7 de outubro de 2007

Eu quero fechar os olhos e só abri-los daqui há dezesseis dias...

Não tem nada pior que esperar ansiosamente por alguma coisa...¬¬
Oito meses se passaram tão rápido que quase não percebi, agora me restam apenas dezesseis dias para algumas coisas se ajustarem, e, eu não consigo relaxar e esperar. Parece que o tempo estagnou de vez! As horas não passam, o sono não chega e quando chega não fica... Vou envelhecer dez anos em duas únicas semanas, sou pessimista demais para gerar tantas expectativas e inquieta a ponto de não agüentar esperar por tão pouco tempo... Ah! Lembrei-me das mudanças que estão por vir, tão rápido quanto vieram às lembranças aproxima-se o temor, medo do que é novo e desconhecido, do que é conhecido e mutável, do que estava lá, mas eu não vi, hoje vejo de forma obtusa! Medo do impacto que minha indiferença pode causar, medo de nunca mais ser a mesma e, de nem saber mais que "mesma" eu fui, ou sou!


Medo, medo e medo. É a palavra que melhor me descreve no momento, a segunda seria "confusão"... Minhas idéias estão atadas com um forte nó, o nó das dúvidas, das mudanças de conceitos, dos questionamentos. Onde será que vou chegar com tantas interrogações na mente? Poutz, essa pergunta faz parte das tais interrogações...¬¬ Odeio perder o controle de mim mesma, mesmo sabendo que talvez eu nunca o tive verdadeiramente, quando tudo está bem, tenho uma sensação utópica de obtê-lo, e, isso me acalma... É, talvez eu fique mais realista quando as coisas saem do lugar, ou talvez não, nem isso eu sei afirmar com precisão no momento, só tenho certeza de que não tenho mais certeza de nada, só lembro que esqueci muitas coisas e percebo que minha percepção está por um fio!

Ah dezesseis dias que não passam, levem consigo meus transtornos e deixem-me paz.



Ana Olívia.